A educação pode — e deve — promover respeito, convivência pacífica e ausência de discriminação sem afirmar a existência de ontologias internas não comprovadas. Em vez de atribuir essências, pode centrar-se em comportamentos observáveis — expressão de género, estilos de socialização, diversidade individual — evitando transformar diferenças de comportamento em categorias metafísicas. Uma abordagem centrada na dignidade humana, e não em identidades internas, oferece uma base ética universalista, compatível com os direitos fundamentais e independente de debates conceituais ainda em aberto.